sexta-feira, 28 de março de 2014

VIDA LONGA AO PAPA

13 de maio de 1981: João Paulo II escapa de um
atentado

Dia 13 de Maio de 1981, quarta-feira, 17 h. João Paulo II se dirigiu à Praça São Pedro para a audiência geral, como de costume nas quartas-feiras. Em pé no papamóvel, ele percorria a Praça na presença de quarenta mil fiéis quando foram ouvidos disparos.
O Pontífice prostrou-se entre os braços do secretário e amigo, Dom Stanislaw Dziwisz, soltando um gemido de dor. A sua veste branca ficou manchada de vermelho à altura do abdomen.
Segundo o livro, “Uma vida com Karol”, o autor do atentado, Alì Agca, jovem turco de vinte e três anos de idade, disparou a bala de uma distância de três metros para matar. Internado de urgência, o Papa foi submetido a uma delicada cirurgia de mais de 5 horas, com retirada de 55 centímetros do intestino.
Em 20 de junho, 17 dias depois de ter alta, João Paulo II foi internado de novo na mesma clínica de Roma para ser tratado de uma infecção por citomegalovírus, resultante da operação anterior. Foram dois tiros. Um dos projéteis atingiu o Pontífice no cotovelo direito, o outro no indicador esquerdo do Papa penetrando-lhe em seguida no abdomen. As imagens do Santo Padre, que caiu para trás gravemente ferido, foram transmitidas pelas estações de televisão do mundo inteiro.
Agca passou 19 anos numa prisão italiana pelo atentado, antes de receber o perdão por iniciativa do Papa em 2000 e ser extraditado para a Turquia para cumprir uma condenação por vários crimes, entre eles o assassinato de um jornalista em 1979.
O atentado aconteceu no mesmo dia em que, em 1917, Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição aos três pastorinhos. Depois de 1 ano, em 13 de maio de 1982, já recuperado, João Paulo II visitou pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem por tê-lo salvo. O Santo Padre ofereceu uma das balas que o atingiu ao Santuário. Essa bala foi posteriormente colocada na coroa da Virgem, onde permanece até hoje.

Fonte: Canção Nova


FUTUROS SANTOS

Entenda particularidades da canonização de João Paulo II e João XXIII


Os papas João Paulo II e João XXIII serão canonizados no dia 27 de abril em uma cerimônia presidida pelo Papa Francisco em Roma. Trata-se da primeira canonização conjunta de dois Papas na história da Igreja.
O próprio Papa Francisco justificou a decisão de realizar no mesmo dia a canonização dos seus dois predecessores. “Fazer a cerimônia de canonização dos dois juntos quer ser uma mensagem para a Igreja: estes dois são bons, eles são bons, são dois bons”.
O doutor em Direito Canônico, padre Cristiano de Souza e Silva, explica que, ao declará-los santos, a Igreja comprova que esses dois beatos deram a vida por amor a Cristo e aos irmãos e, convida os homens e mulheres de hoje a fazerem o mesmo.
“Acredito que essa canonização será um grande sinal para nós de que o tempo dos milagres não passou, esse milagre acontece todos os dias através do testemunho de homens e mulheres de Deus que abraçam a causa de Cristo e do Evangelho.
Então também nós somos chamados a realizar esse milagre no nosso dia a dia, como padres, leigos, porque ser santo não é realizar milagre extraordinário, mas conseguir viver a fidelidade ao compromisso com o Senhor todos os dias da nossa vida.”
A data da cerimônia, 27 de abril, insere-se no contexto da Festa da Divina Misericórdia, devoção propagada por João Paulo II, e das celebrações dos 50 anos do Concílio Vaticano II, convocado por João XXIII.
“Datas significativas são importantes para o povo de Deus e tem muito a ver com a vida e missão daquela determinada pessoa”, explica o padre.
João Paulo II
Karol Józef Wojtyła nasceu em 18 de maio de 1920 em Wadowice na Polônia. Foi eleito Papa em outubro de 1978 e morreu no dia 2 de abril de 2005. Teve um dos pontificados mais longos da Igreja, 27 anos.
Sua beatificação aconteceu em 1º de maio de 2011 numa cerimônia que reuniu mais de 1 milhão de pessoas e foi presidida pelo Papa Bento XVI, em Roma.
Uma particularidade na sua beatificação foi a dispensa do tempo de espera de 5 anos depois da morte para dar início ao processo. Em 1983, o próprio João Paulo II permitiu que se desse uma dispensa destes 5 anos para iniciar alguns processos considerados “claros”. No seu caso, foi a fama de santidade que fez com que Bento XVI autorizasse a dispensa.
Do dia de sua morte até o dia do seu funeral, mais de três milhões de peregrinos prestaram-lhe homenagem e a multidão aclamava-o como “santo súbito”.
“É um trabalho que tornou tangível historicamente o julgamento do povo de Deus sobre a santidade, frequentemente com o grito ‘Santo súbito’, sob a onda de emotividade coletiva que nós acompanhamos já nos dias precedentes e posteriores à morte do Papa”, explicou o postulador da causa, monsenhor Slawomir Oder.
João XXIII
Angelo Giuseppe Roncalli nasceu em 25 de novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo, Itália. Foi eleito Papa em outubro de 1958 e morreu dia 3 de junho de 1963. Foi Beatificado por João Paulo II em 3 de setembro de 2000.
Embora seu pontificado tenha durado menos de cinco anos,  escreveu as Encíclicas “Pacem in terris”, sobre a paz, e “Mater et magistra”, sobre a questão social
à luz da doutrina cristã. Além disso, convocou o Sínodo romano e instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canônico. Seu feito mais memorável foi a convocação do Concílio Ecumênico Vaticano II.
O pouco tempo à frente da Igreja Católica foi suficiente para que o povo o reconhecesse como “O Papa Bom”, devido às suas obras de misericórdia e sentimento de paternidade para com todos.
Uma particularidade na sua canonização foi a dispensa da comprovação do segundo milagre. É necessário o reconhecimento de um milagre para se tornar beato e de um segundo milagre para se tornar santo. O doutor em Direito Canônico explica que o Papa pode realizar essa dispensa.
“A dispensa é possível sim porque às vezes existem testemunhos de milagres que por si já seriam suficientes para comprovação dessa santidade de vida. Depois, já faz muito tempo da morte de João XXIII, então às vezes não é fácil para nós encontrarmos pessoas que viveram naquele tempo. Comprová-los seria muito difícil. Fala-se de uma quantidade de milagres, temos milagres documentados, mas alguns de difícil comprovação justamente pelo tempo histórico da realização desses milagres. Então é um discernimento da Igreja já que temos um milagre já comprovado”.


Fonte: Canção Nova

SANTO DO DIA

28 de Março

Xisto chegou a adotar uma posição neutra na controvérsia entre pelagianos e semipelagianos do sul da Gália, especialmente contra Cassiano, sendo advertido pelo papa Zózimo. Mas reconheceu o seu erro, com a ajuda de Agostinho, bispo de Hipona, que combatia arduamente aquela heresia, e que lhe escrevia regularmente.
Ao se tornar papa em 432, Xisto III agindo com bastante austeridade e firmeza, nesta ocasião, Agostinho teve de lhe pedir moderação. Foi assim, que este papa conseguiu o fim definitivo da doutrina herege. Esta doutrina pelagiana negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa maneira a graça de Deus.
Ele também conduziu com sabedoria uma ação mais conciliadora em relação a Nestório, acabando com a controvérsia entre João de Antioquia e Cirilo, patriarca de Constantinopla, sobre a divindade de Maria. Em seguida, demonstrou a sua firme autoridade papal na disputa com o patriarca Proclo. Xisto III teve de escrever várias epístolas para manter o governo de Roma sobre a lliría, contra o imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla, com a ajuda deste patriarca.
Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, o papa Xisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente que foi dedicada a Nossa Senhora.
Desta maneira ele ofereceu aos fiéis um grande monumento ao culto da bem-aventurada Virgem Maria, à qual prestamos um culto de hiperdulia, ou seja, de veneração maior do que o prestado aos outros santos. Xisto III, mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja.
Durante o seu pontificado, Xisto III promoveu uma intensa atividade edificadora, reformando e construindo muitas igrejas, como a exuberante basílica de São Lourenço em Lucina, na Itália.
Morreu em 19 de agosto de 440, deixando a indicação do sucessor, para aquele que foi um dos maiores papas dos primeiros séculos, Leão Magno. A Igreja indicou sua celebração para o dia 28 de março, após a última reforma oficial do calendário litúrgico.

São Xisto III, rogai por nós!

quinta-feira, 27 de março de 2014

MENSAGEM DO DIA

A lei suprema da vida é o amor; e a lei suprema do amor é a confiança.
Frei Clemente Kesselmeier

CURIOSIDADES SOBRE A QUARESMA

Como começou a Campanha da Fraternidade?


Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.

Este projeto se tornou nacional no dia 26 de dezembro de 1963, com uma resolução do Concílio Vaticano II, a maior e mais importante reunião da igreja católica. O projeto realizou-se pela primeira vez na quaresma de 1964. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.

CONFESSAR-SE: COMO? POR QUÊ?

Por que devo me confessar? 


O coração do homem apresenta-se pesado e endurecido. É preciso que Deus dê a ele um coração novo. A conversão é, antes de tudo, uma obra da graça divina, que reconduz nosso coração a Ele: “Converte-nos, a ti, Senhor, e nos converteremos” (Lm 5,21). O Senhor nos dá a força de começar de novo. É descobrindo a grandeza do amor de Deus que nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado e começa a ter medo de ofender o Altíssimo pelo mesmo pecado e de ser separado d'Ele. O coração humano converte-se olhando para aquele que foi transportado por nossos pecados (CIC 1432). 
O pecado é uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna; “é uma falha contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.” (cf. CIC 1849). Por esse motivo, a conversão traz, ao mesmo tempo, o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, e é isso que o Sacramento da Penitência e da Reconciliação exprime e realiza liturgicamente. 
A confissão dos pecados graves e veniais 
Cristo instituiu o sacramento da penitência para todos os membros pecadores de Sua Igreja, antes de tudo, para aqueles que, depois do batismo, cometeram pecado grave e, com isso, perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da penitência oferece uma nova possibilidade de se converter e recobrar a graça da justificação (CIC, 1446).
Comete-se um pecado grave quando, mesmo conhecendo a lei de Deus, se pratica uma ação voluntariamente contra as normas prescritas nos dez mandamentos (cf. CIC 1857-1861). 
O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia-O de Deus, que é seu fim último e sua bem-aventurança, preferindo um bem inferior. 
O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da reconciliação (CIC 1855, 1856).
A declaração dos pecados ao sacerdote constituiu uma parte essencial do sacramento da penitência: “Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de quem têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois, às vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos” (CIC, 1456).
Todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves, pelo menos uma vez por ano.
Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a sagrada comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor (cf. CDC, 916; cf. CIC, 1457).
O pecado venial (pecado ou falta leve), mesmo não rompendo a comunhão com Deus, “enfraquece a caridade, traduz uma afeição desordenada pelos bens criados, impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento nos dispõe, pouco a pouco, a cometer o pecado mortal” (CIC, 1863).
Por isso, a Igreja vivamente recomenda a confissão frequente desses pecados cotidianos (CDC 988). A confissão regular dos pecados veniais ajuda-nos a formar nossa consciência, a lutar contra nossas más inclinações, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo mais frequentemente, por meio deste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (cf. LG 40,42; CIC, 1458).
“Mesmo se a Igreja não nos obriga à confissão frequente, a negligência em recorrer a ela é, pelo menos, uma imperfeição e pode tornar-se até um pecado, pois a confissão frequente é o único meio para o cristão evitar o pecado grave” (Sto. Afonso de Liguori, Teol. Mor., VI, 437).

Retirado do livro: Confessar-se: como? por quê?

SANTO DO DIA

27 de Março  

Ruperto era um nobre descendente dos condes que dominavam a região do médio e do alto Reno, rio que percorre os Alpes europeus. Os Rupertinos eram parentes dos Carolíngios e o centro de suas atividades estava em Worms, onde Ruperto recebeu sua formação junto aos monges irlandeses.
No ano 700, sua vocação de pregador se manifestou e ele dirigiu-se à Baviera, na Alemanha, com este intuito. Com o apoio do conde Téodo da Baviera, que era pagão e foi convertido por Ruperto, fundou uma igreja dedicada a São Pedro, perto do lago Waller, a dez quilômetros de Salzburgo. Mas, o local não condizia ainda com os objetivos de Ruperto, que conseguiu do conde outro terreno, próximo do rio Salzach, nos arredores da antiga cidade romana de Juvavum.
Nesse terreno, o mosteiro que o bispo Ruperto construiu é o mais antigo da Áustria e veio a ser justamente o núcleo de formação da nova cidade de Salzburgo. Teve para isso o apoio de doze concidadãos, dois dos quais também se tornaram santos: Cunialdo e Gislero. Fundou, ao lado deste, um mosteiro feminino, que entregou a direção para sua sobrinha, a abadessa Erentrudes. Foi o responsável pela conversão total da Baviera e, é claro, de toda a Áustria.
Morreu no dia 27 de março de 718, um domingo de Páscoa, depois de rezar a missa, no mosteiro de Juvavum. Antes, como percebera que a morte estava próxima, fez algumas recomendações e pedido de orações à sua sobrinha, e irmã espiritual, Erentrudes. Suas relíquias estão guardadas na belíssima catedral de Salzburgo, construída no século XVII. Ele é o padroeiro de seus habitantes e de suas minas de sal. 
São Ruperto, reconhecido como o fundador da bela cidade de Salzburgo, cujo significado é cidade do sal, aparece retratado com um saleiro na mão, tamanha sua ligação com a própria origem e desenvolvimento da cidade. Foi seu primeiro bispo e sua influência alastrou-se tanto, que é festejado nesse dia, não só nas regiões de língua alemã, como também na Irlanda, onde estudou, porque alí foi tomado como modelo pelos monges irlandeses.

São Ruperto, rogai por nós!