sábado, 19 de outubro de 2013

MÊS MISSIONÁRIO

Ser missionário é um sinal de maturidade cristã, diz Papa

         O Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo, 20, será realizado desta vez no contexto do Ano da Fé, vivenciado pela Igreja Católica de outubro de 2012 até o próximo mês de novembro.
O Vaticano publicou em maio deste ano, a mensagem do Papa Francisco para esta celebração católica. No texto, o Santo Padre destaca logo no início que o Dia Mundial das Missões é uma ocasião importante para revigorar a amizade com o Senhor e o caminho da Igreja que "anuncia, com coragem, o Evangelho".
Pontuou que a capacidade apresentada por cada fiel católico para anunciar a fé é um sinal de sua maturidade eclesial. "A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham conosco o caminho da vida", afirmou.
Francisco explica na mensagem que esta missionariedade da Igreja não se limita a territórios geográficos, mas vai além, alcança povos, culturas e indivíduos, e chega ao ponto principal: o íntimo do ser humano. "Precisamente porque os ‘confins’ da fé não atravessam apenas lugares e tradições humanas, mas o coração de cada homem e mulher".
"Por vezes, há ainda quem pense que levar a verdade do Evangelho seja uma violência à liberdade", ressalta o Papa. Mas afirma, junto ao pensamento de Paulo VI, que o anúncio é, na verdade, uma “homenagem à liberdade” e que os católicos não devem temer a missão, mas cumprir o mandato de levar o Evangelho a toda criatura. 
“Devemos sempre ter a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo e de nos fazermos portadores do seu Evangelho; Jesus veio ao nosso meio para nos indicar o caminho da salvação e confiou, também a nós, a missão de a fazer conhecer a todos, até aos confins do mundo”, enfatizou.
Prosseguindo, Francisco dirigiu uma palavra de encorajamento e agradecimento aos missionários e às missionárias, leigos ou clérigos. Exortou-os, especialmente aos padres e aos leigos, a viverem “com alegria o seu precioso serviço nas Igrejas aonde foram enviados”. 
Ao finalizar a mensagem e utilizando-se das palavras do Papa emérito na Carta Apostólica Porta Fidei, o Sumo Pontífice expressou seus votos para celebração do próximo dia 20. 

"Bento XVI exortava: Que 'a Palavra do Senhor avance e seja glorificada' (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro (Carta ap. Porta fidei, 15). Tais são os meus votos para o Dia Mundial das Missões deste ano".

Fonte: Canção Nova Notícias

REFLEXÃO:

O horizonte da missão

Em pleno mês missionário, temos neste dia 20 o Domingo das Missões, junto com o Dia da Infância missionária. Tudo para destacar a importância da dimensão missionária da Igreja.O destaque deste ano é dado, de novo, por uma insistência do Papa Francisco. Ele propõe inverter na prática as prioridades. Olhando racionalmente, não haveria dúvida em constatar que, eclesialmente, primeiro vem a comunhão, depois a missão. Primeiro o chamado, depois o envio. Primeiro somos discípulos, depois nos tornamos missionários. 
Mas se conferimos mais de perto a dinâmica da vida cristã e eclesial, percebemos uma espécie de inversão operacional. A missão desencadeia um dinamismo, que acaba incidindo sobre a própria Igreja. Ela passa a se regular em vista da missão que ela tem a cumprir.
Daí a insistência do Papa. E a missão que vai desencadear e sustentar o processo de renovação eclesial. E retomando a missão que a Igreja vai reencontrar sua própria identidade. 
E por este prisma que o Papa Francisco avalia o que aconteceu na Conferência de Aparecida. Ela se diferencia das outras Conferências já acontecidas, em Medellín, Puebla e Santo Domingo. As outras, culminaram num texto, com sua riqueza de conteúdo, mas também com seu risco de esquecimento. Ao passo que em Aparecida o desfecho foi outro. Ficou relativizado o texto, tanto que havia a hipótese de nem redigir texto algum. Mas ficou ressaltado o compromisso com a missão, como foco a ser conferido, de maneira dinâmica e permanente. A Conferência de Aparecida, de fato, convergiu para, no seu final, lançar o desafio da “missão continental”.
Não estava ainda claro o alcance e a fisionomia que poderia ter a tal de “missão continental”. E ainda não está. Mas o fato é que Aparecida indicou para a Igreja o caminho certo para a sua constante renovação: é o caminho da missão. 
Quando colocamos a missão como nossa motivação, entramos na área de competência da graça de Deus. Se é “em nome do Senhor” que nos propomos a agir, é porque nos sentimos a serviço da causa do Senhor. Em conseqüência nos colocamos na dependência da eficácia de sua graça.
Na história houve, certamente, alguns equívocos sérios em torno da Evangelização. Dá para fazer uma importante constatação: quando a Igreja fez da evangelização uma “conquista”, impondo sobre os povos um domínio cultural e político, ela confiou no seu poderio humano, e não na força libertadora do Evangelho. Assim fazendo, ela não anunciou o Evangelho livremente, como São Paulo. Mas cobrou uma pesada conta, nem tanto em benefícios que ela recebeu, mas no prejuízo que ela provocou nos povos, a quem ela anunciou um “evangelho” deformado pela submissão exigida dos povos “conquistados”.
Quando a Igreja não se deixa converter pelo Evangelho que ela prega, ela acaba se pervertendo a si mesma, e aos povos por ela “submetidos” a um evangelho deturpado. 
E diante da missão que a Igreja experimenta a absoluta necessidade de continuar se convertendo. Assim, a missão, voltada para fora da Igreja, acaba se voltando para a própria Igreja, que se torna, também ela, destinatária do Evangelho de Cristo. 
De tal modo que, na Igreja, o chamado vem sempre ligado ao envio, a comunhão é sempre vinculada à missão. Assim a Igreja é sempre estimulada a levar aos outros o que ela mesma vive.
O Evangelho anunciado precisa ser um Evangelho vivido.

Dom Luiz Demétrio Valentini


Colunista do Portal Ecclesia

SANTO DO DIA

19 de outubro

Paulo Francisco Nasceu em Ovada, região norte da Itália, no dia 03 de janeiro de 1694. Apesar do nome e da posição social, a família não possuía fortuna. Seu pai era um dedicado comerciante que viajava muito. Desde a infância Paulo acostumou-se a acompanhar o pai, primeiro como seu companheiro, depois também para ajudá-lo nos negócios. 
Também desde pequeno se entregava a exercícios de oração e penitência e à leitura da vida dos santos, encantando-se especialmente com a dos eremitas. Gostava ir à igreja para rezar o terço. Essa rotina floresceu e fez crescer sua vocação. Aos dezenove anos decide-se pela vida religiosa. 
Viveu como eremita, longe das cidades. Somente nos fins de semana ia até a cidade, onde pregava e enaltecia a paixão do Senhor. Assim amadurecia em seu coração um projeto de uma comunidade religiosa. Inspirado pelo Espírito Paulo inicia uma nova obra missionária, que teria Jesus Cristo Crucificado como centro, chamados de Padres Passionistas. 
Idoso e doente, quando foi desenganado pelos médicos, Paulo da Cruz, mandou pedir a bênção do Papa Pio VI. O pontífice o convidou para ir até Roma, onde Paulo ainda viveu três anos. Morreu com 81 anos de idade. Hoje a Ordem dos Padres Passionistas está em missão nos cinco continentes. No Brasil eles chegaram em 1911 e tem a sede instalada em São Paulo. 

São Paulo da Cruz, rogai por nós!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MENSAGEM DO DIA


"Só é útil o conhecimento que nos faz melhores".
Sócrates

A IGREJA NO MUNDO

Em Rede Social, sacerdote americano sugere nomeação de mulheres como cardeais

O padre jesuíta James Keenan, professor de Teologia Moral no Boston College, em postagem na sua página pessoal no Facebook, defendeu ao candidatura de mulheres ao cardinalato da Igreja.
Na lista de Keenan as mulheres que segundo ele poderiam está entre os cardeais católicos estão a professora de ecumenismo no Trinity College de Dublin, Linda Hogan, a professora de teologia no Instituto Católico da África Ocidental, irma Teresa Okure, da Nigéria, e a diretora adjunta do Serviço Jesuíta aos Refugiados da Austrália, Maryanne Loughry. De acordo com o jesuíta, elas representa um perfil adequado para a função.
Keenan sugeriu que seus seguidores acrescentassem nomes à lista de mulheres de seus próprios países que poderiam ser boas "cardinalesas". "Não deveríamos usar as redes sociais para colocar alguns nomes lá (Roma)".Em Março após a eleição do Papa Francisco, James Keenan havia declarado o desejo ''Que o Papa Francisco expanda o papel das mulheres'' na Igreja.(JS)

 Da redação do Portal Ecclesia.

PORTAL DE NOTÍCIAS

Na íntegra entrevista de Francisco: "Deus não é católico", afirmação que o Papa nunca fez.



Nas últimas semanas Portais de grandes agências nacionais e internacionais veicularam matérias a respeito da entrevista concedida pelo Papa Francisco a Eugenio Scalfari, do jornal italiano La Reppublica. No Brasil, a suposta afirma de Francisco de que "Deus não é católico" declarado ao jornalista ateu teve destaque nos principais sites de notícias protestantes.
O padre Thomas Rosica, assistente da Sala de Imprensa da Santa Sé, no dia 07 de outubro assinalou uma série de erros na recente entrevista com o Papa Francisco publicada pelo jornal italiano La Repubblica

A seguir na íntegra a entrevista do Papa Francisco a Scalfari em que em nenhum momento faz a suposta afirmação. A tradução foi publicada no Brasil pelo Instituto Humanitas Unisinoshttp://www.portalecclesia.com/2013/10/na-integra-entrevista-de-francisco-deus.html

SANTO DO DIA

18 de outubro

Lucas nasceu na Antioquia. Era médico, pintor e possuidor de uma vasta cultura. Foi convertido e batizado por São Paulo. No ano 43 já viajava ao lado do apóstolo Paulo, sendo considerado seu filho espiritual. Assim, através de seus escritos, Lucas tornou-se o relator do nascimento de Jesus e o principal biógrafo da Virgem. 
Lucas é um dos quatro evangelistas. O seu evangelho é reconhecido como o do amor e da misericórdia. Além do Evangelho, escreveu os Atos dos Apóstolos, onde registrou o desenvolvimento da Igreja na comunidade primitiva. 
Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Parece que Lucas recebeu de Maria muitas informações sobre a infância de Jesus. Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego. 
Quando das prisões de São Paulo, Lucas acompanhou o mestre, tanto no cárcere como nas audiências. A tradição cristã nos diz que depois do martírio de São Paulo, Lucas continuou a pregação. Ele teria seguido pela Itália, Gália, Dalmácia e Macedônia. 

São Lucas, rogai por nós!