segunda-feira, 26 de maio de 2014

RIO JORDÃO

Papa reza em silêncio no local em que Jesus foi batizado

O Papa Francisco visitou neste sábado, 24, o Rio Jordão, local em que Jesus foi batizado. O Papa não fez nenhum discurso, mas sim uma oração silenciosa.
O Rio Jordão, localizado na fronteira entre Israel e Jordânia, palco de conflitos, é citado em vários trechos das sagradas escrituras como o local do batismo de Jesus, por seu primo João Batista e da Manifestação da Santíssima Trindade.
Peregrinos do mundo inteiro renovam as promessas batismais em suas águas. O Rio, hoje, sofre com a poluição.
Esse foi o terceiro compromisso de Francisco na Jordânia. O primeiro foi a cerimônia de boas-vindas, no Palácio Real em Amã, e o segundo uma missa celebrada no Estádio Internacional.
Após a visita Francisco, seguiu para um encontro com refugiados e jovens portadores de deficiência na igreja Latina em Betânia além do Jordão.



Por Canção Nova

EM MISSA NA TERRA SANTA

Papa pede defesa das crianças desde o ventre materno

O Papa Francisco presidiu a Santa Missa, deste domingo, 25, na Praça da Manjedoura, em Belém, local onde, segundo a tradição cristã, Jesus nasceu. A Celebração faz parte das atividades do Santo Padre, em sua visita à Terra Santa, que prossegue até esta segunda-feira, 26.
Na homilia, o Pontífice refletiu sobre a citação do Evangelho que diz: “Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura” (Lc 2, 12). E ressaltou que, o menino Jesus, que nasceu em Belém, foi “o sinal dado por Deus” a quem esperava a salvação, entretanto, é um sinal que permanece para sempre, “da ternura de Deus e da sua presença no mundo”.
Francisco explicou que também hoje as crianças são um sinal de esperança, de vida e também um “diagnóstico” para compreender o estado de saúde de uma família ou sociedade. “Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano”, disse.
O Menino de Belém é frágil, como todos os recém-nascidos, por isso, destacou o Papa, como qualquer criança, ele precisa ser ajudado e protegido. “Também hoje as crianças precisam de ser acolhidas e defendidas, desde o ventre materno”.
O Pontífice chamou a atenção para uma realidade contraditória: neste mundo que desenvolveu as tecnologias mais sofisticadas, ainda há muitas crianças que vivem em condições desumanas, à margem da sociedade. Há crianças maltratadas, exploradas, escravizadas, vítimas de violência e de tráficos ilícitos ou ainda, crianças exiladas, refugiadas, que, por vezes, acabaram vítimas de naufrágios. “De tudo isto nos envergonhamos hoje diante de Deus. Deus que Se fez Menino”, enfatizou.
Francisco questionou os fiéis sobre qual sua atitude diante de Jesus Menino: São como Maria e José que acolhem e cuidam de Jesus ou como Herodes que quer matá-lo? São como os pastores, que se apressam para adorá-lo ou ficam indiferentes?
Talvez aquela criança chore, diz o Papa, por fome, frio ou porque quer colo. “Também, hoje, as crianças choram (e choram muito!), e o seu choro interpela-nos. Num mundo que descarta diariamente toneladas de alimentos e remédios, há crianças que choram, sem ser preciso, por fome e doenças facilmente curáveis”, alertou.
Cada criança que nasce e cresce, explicou o Pontífice, é sinal de diagnóstico, que permite verificar o estado de saúde de sua família, de sua comunidade e sua nação. “Deste diagnóstico franco e honesto, pode brotar um novo estilo de vida, onde as relações deixem de ser de conflito, de opressão, de consumismo, para serem relações de fraternidade, de perdão e reconciliação, de partilha e de amor”, concluiu.
Após a Santa Missa, Francisco almoçou com algumas famílias da Palestina no Convento Franciscano de Casa Nova em Belém. Ainda nesta manhã, o Papa encontrou-se com as autoridades palestinas e reiterou seu pedido de paz e liberdade religiosa.


Fonte: Canção Nova

SANTO DO DIA

26 de Maio

Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça." Há maior boa vontade em colocar no caminho correto as crianças abandonadas do que nessa disposição? A frase bem-humorada é de Filipe Néri, que assim respondia quando reclamavam do barulho que seus pequenos abandonados faziam, enquanto aprendiam com ele ensinamentos religiosos e sociais.
Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Rômolo Néri pertencia a uma família rica: o pai, Francisco, era tabelião e a mãe, Lucrécia, morreu cedo. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe, na infância, surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência, virtudes que ele soube cultivar até o fim da vida. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar uma vocação maior, mesmo freqüentando regularmente a igreja.
Aos dezoito anos foi para São Germano, trabalhar com um tio comerciante, mas não se adaptou. Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar com os agostinianos, filosofia e teologia, diplomando-se em ambas com louvor. No tempo livre praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral.
Filipe começou a chamar a atenção do seu confessor, que lhe pediu ajuda para fundar a Confraternidade da Santíssima Trindade, para assistir os pobres e peregrinos doentes. Três anos depois, aos trinta e seis anos de idade, ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade.
Tão grande era a sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho. A iniciativa deu tão certo que depois o grupo, de tão numeroso, passou à Congregação de Padres do Oratório, uma ordem secular sem vínculos de votos.
Filipe se preocupou somente com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Tudo o que fez no seu apostolado foi nessa direção, até mesmo utilizar sua vasta e sólida cultura para promover o estudo eclesiástico. Com seu exemplo e orientação, encaminhou e orientou vários sacerdotes que se destacaram na história da Igreja e depois foram inscritos no livro dos santos.
Mas somente quando completou setenta e cinco anos passou a dedicar-se totalmente ao ministério do confessionário e à direção espiritual. Viveu assim até morrer, no dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado, até hoje, de "santo da alegria e da caridade".

                São Filipe Néri, rogai por nós!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MENSAGEM DO DIA

Maria é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida.
Papa Francisco - EG 286



PASTORAL DA SAÚDE

A DIOCESE DE MOSSORÓ REALIZA MAIS UMA TRIMESTRAL. 
O Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana chama a atenção para a realização da Trimestral, que começa nessa sexta-feira e segue até sábado, no Centro de Treinamento. Na ocasião, será aprofundada a discussão sobre a implantação na Diocese da Pastoral da Saúde.
Segundo Dom Mariano, é uma pastoral importante para a Igreja e, principalmente, para as paróquias de Mossoró, Pau dos Ferros, Almino Afonso,  Caraúbas, Assu e Apodi, que são municípios que recebem pacientes de muitas cidades das suas regiões.
“A Igreja precisa estar presente nos hospitais, no momento da doença, da dor, levando a presença de Cristo que restaura e leva esperança”, afirma Dom Mariano, que  lembra a importância do Sacramento da Extrema Unção, que traz saúde para o corpo e para a alma dos doentes. Ele lembra que é muito importante a presença, na Trimestral, dos padres, ministros da eucaristia e pessoas envolvidas com a área da saúde dos municípios que compõem a Diocese. “Precisamos dar um rosto para a nossa Pastoral da Saúde, por isso contamos com a presença de todos”. O bispo lembra que a Trimestral será assessorada pelos camilianos, que têm como carisma trabalhar os desafios na área da saúde. “ O verdadeiro modo de assegurar a eterna salvação é exercer o amor para com os pobres doentes”. 
Temática do encontro

1- Exposição do assessor:

a) - Pastoral da Saúde - Abordando definição, parte história e as três dimensões da pastoral.
b) - As experiências da pastoral da saúde nos hospitais camilianos do Norte Nordeste - exposição do trabalho da Pastoral da Saúde, realizado nos nossos hospitais para servir de exemplo e inspiração para os futuros agentes de pastoral.
c) - Os passos para implantar a Pastoral da Saúde - abordar passos importantes a serem seguidos na implantação da pastoral da saúde na Diocese, Paróquia ou Hospital.

d) - Como fazer visita no hospital - orientações básicas de como abordar o doente e como o agente de pastoral deve respeitar as normas do hospital e o espaço do doente.

Fonte: Diocese de Mossoró

VIAGEM Á TERRA SANTA

Cardeal Parolin: a paz, um dos frutos da viagem do Papa Francisco à Terra Santa


No próximo sábado 24 de Maio, o Papa Francisco iniciará a aguardada viagem de três dias à Terra Santa, por ocasião do 50º aniversário do histórico encontro em Jerusalém entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Na Audiência Geral desta quarta-feira, 21, Francisco pediu aos fiéis para rezarem por esta missão. Mas, quais os frutos que podem vir desta peregrinação? Quem responde é o Secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin, em entrevista ao Centro Televisivo Vaticano (CTV):
Card. Parolin: “Eu diria que os frutos serão sobretudo na direcção do encontro: um fruto do encontro entre o Papa e as diversas realidades vividas naquela terra e entre estas diversas realidades, e também entre elas. É um fruto de paz. Sabemos que o Papa vai para uma terra particularmente atribulada... Eu espero verdadeiramente que o fruto possa ser o de ajudar todos os responsáveis e todas as pessoas de boa vontade a tomar decisões corajosas no caminho da paz”.
CTV: Uma terra onde é difícil florescer a paz... Quais são os auspícios da Santa Sé em relação ao diálogo israelita-palestino?
Card. Parolin: “De um lado, o direito de Israel de existir e gozar de paz e de segurança dentro dos limites internacionalmente reconhecidos; o direito do povo palestino, de ter uma pátria, soberana e independente, o direito de deslocarem-se livremente, o direito de viverem com dignidade. E depois, o reconhecimento do carácter sagrado e universal da cidade de Jerusalém, da sua herança cultural e religiosa, portanto, como lugar de peregrinação dos fiéis das três religiões monoteístas. Estes são, um pouco, os três pontos sobre os quais o Papa insistirá nesta vez, afinado com toda a “política” da Santa Sé no que tange ao conflito palestino-israelita”.
CTV: No Angelus de cinco de Janeiro, o Papa Francisco falou desta viagem como uma peregrinação, insistindo no aspecto da oração. Ponto alto, portanto, será o encontro ecuménico no Santo Sepulcro com o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, em recordação ao histórico encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Acredita que este encontro possa, de alguma maneira, marcar também um momento significativo, importante, nas relações entre as Igrejas?
Card. Parolin: “O ecumenismo foi uma das conquistas do Concílio Vaticano II, naturalmente, ao final de um longo caminho percorrido também pela Igreja Católica neste sentido. O encontro entre Paulo VI e Atenágoras deu um impulso fundamental, foi determinante para este caminho ecuménico, e nos mostra que, às vezes, os gestos servem mais do que as palavras, que são mais eloquentes do que as palavras. Eu espero que o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu reavive um pouco esta chama, este entusiasmo pelo caminho ecuménico que deveria animar um pouco todas as iniciativas que existem neste sentido. Deveria existir este entusiasmo e esta paixão pela unidade que foi a ardente oração de Jesus no Cenáculo, antes de sua Paixão e morte”.
CTV: A viagem será também um momento de verdadeira alegria para os cristãos que vivem na Jordânia, Palestina e Israel, cristãos que frequentemente vivem em condições difíceis....
Card. Parolin: “Será um momento de alegria e de conforto para todos os cristãos que vivem na Terra Santa. E o Papa, acredito, quer sublinhar, no encontro directo com eles, duas coisas: que estes cristãos são pedras vivas e que sem a sua presença, a Terra Santa e os próprios Lugares Santos correm o risco de se transformar em museus, como se fala frequentemente. Pelo contrário, a sua presença assegura que ali exista uma comunidade cristã viva e uma presença viva do Senhor ressuscitado. E ao mesmo tempo, além desta dimensão mais eclesial, também o papel que os cristãos do Médio Oriente e da Terra Santa desempenham nas sociedades em que vivem, nos países em que vivem: um papel fundamental. Querem colocar-se sinceramente à disposição dos seus concidadãos para construir juntos uma pátria livre, justa e democrática”.


Fonte: Radio Vaticano

SANTO DO DIA

23 de Maio

João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Gênova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Gênova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva.
A todo esse esforço intelectual João Batista acrescentava uma excessiva carga de atividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres. Com isso, teve um esgotamento físico e psicológico tão intenso que desencadearam os ataques epiléticos e uma grave doença nos olhos. Nunca mais se recuperou e teve de conviver com essa situação o resto da vida. Contudo ele nunca deixou de praticar a penitência, concentrada na pouca alimentação, minando ainda mais seu frágil organismo.
Recebeu a unção sacerdotal em 1721. Nessa ocasião, devido à experiência adquirida na direção dos grupos de estudantes, decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos. Por lá, até o final de 1935, passaram ilustres personalidades do clero romano, alguns mais tarde a Igreja canonizou e outros foram eleitos para dirigi-la.
Entretanto João Batista queria uma obra mais completa, por isso fundou e também dirigiu a Casa de Santa Gala, para rapazes carentes, e a Casa de São Luiz Gonzaga, para moças carentes. Aliás, esse era seu santo preferido e exemplo que seguia no seu apostolado.
O seu rebanho eram os mais pobres, doentes, encarcerados e pecadores. Tinha o dom do conselho, era atencioso e paciente com todos os fiéis, que formavam filas para se confessarem com ele. O tom de consolação, exortação e orientação com que tratava seus penitentes atraía cristãos de toda a cidade e de outras vizinhanças. João Batista era incansável, dirigia tudo com doçura e firmeza, e onde houvesse necessidade de algum socorro ali estava ele levando seu fervor e força espiritual.
Quando seu primo cônego morreu, ele foi eleito para sucedê-lo em Santa Maria, em Cosmedin, Roma. Mas acabou sendo dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior autonomia aos seus compromissos apostólicos.
Aos sessenta e seis anos de idade, a doença finalmente o venceu e ele morreu no dia 23 de maio de 1764, tão pobre que seu enterro foi custeado pela caridade dos devotos. João Batista de Rossi foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1881, que marcou sua celebração para o dia de sua morte.

São João Batista de Rossi. Rogai por nós!