sexta-feira, 23 de maio de 2014

VIAGEM Á TERRA SANTA

Cardeal Parolin: a paz, um dos frutos da viagem do Papa Francisco à Terra Santa


No próximo sábado 24 de Maio, o Papa Francisco iniciará a aguardada viagem de três dias à Terra Santa, por ocasião do 50º aniversário do histórico encontro em Jerusalém entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Na Audiência Geral desta quarta-feira, 21, Francisco pediu aos fiéis para rezarem por esta missão. Mas, quais os frutos que podem vir desta peregrinação? Quem responde é o Secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin, em entrevista ao Centro Televisivo Vaticano (CTV):
Card. Parolin: “Eu diria que os frutos serão sobretudo na direcção do encontro: um fruto do encontro entre o Papa e as diversas realidades vividas naquela terra e entre estas diversas realidades, e também entre elas. É um fruto de paz. Sabemos que o Papa vai para uma terra particularmente atribulada... Eu espero verdadeiramente que o fruto possa ser o de ajudar todos os responsáveis e todas as pessoas de boa vontade a tomar decisões corajosas no caminho da paz”.
CTV: Uma terra onde é difícil florescer a paz... Quais são os auspícios da Santa Sé em relação ao diálogo israelita-palestino?
Card. Parolin: “De um lado, o direito de Israel de existir e gozar de paz e de segurança dentro dos limites internacionalmente reconhecidos; o direito do povo palestino, de ter uma pátria, soberana e independente, o direito de deslocarem-se livremente, o direito de viverem com dignidade. E depois, o reconhecimento do carácter sagrado e universal da cidade de Jerusalém, da sua herança cultural e religiosa, portanto, como lugar de peregrinação dos fiéis das três religiões monoteístas. Estes são, um pouco, os três pontos sobre os quais o Papa insistirá nesta vez, afinado com toda a “política” da Santa Sé no que tange ao conflito palestino-israelita”.
CTV: No Angelus de cinco de Janeiro, o Papa Francisco falou desta viagem como uma peregrinação, insistindo no aspecto da oração. Ponto alto, portanto, será o encontro ecuménico no Santo Sepulcro com o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, em recordação ao histórico encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Acredita que este encontro possa, de alguma maneira, marcar também um momento significativo, importante, nas relações entre as Igrejas?
Card. Parolin: “O ecumenismo foi uma das conquistas do Concílio Vaticano II, naturalmente, ao final de um longo caminho percorrido também pela Igreja Católica neste sentido. O encontro entre Paulo VI e Atenágoras deu um impulso fundamental, foi determinante para este caminho ecuménico, e nos mostra que, às vezes, os gestos servem mais do que as palavras, que são mais eloquentes do que as palavras. Eu espero que o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu reavive um pouco esta chama, este entusiasmo pelo caminho ecuménico que deveria animar um pouco todas as iniciativas que existem neste sentido. Deveria existir este entusiasmo e esta paixão pela unidade que foi a ardente oração de Jesus no Cenáculo, antes de sua Paixão e morte”.
CTV: A viagem será também um momento de verdadeira alegria para os cristãos que vivem na Jordânia, Palestina e Israel, cristãos que frequentemente vivem em condições difíceis....
Card. Parolin: “Será um momento de alegria e de conforto para todos os cristãos que vivem na Terra Santa. E o Papa, acredito, quer sublinhar, no encontro directo com eles, duas coisas: que estes cristãos são pedras vivas e que sem a sua presença, a Terra Santa e os próprios Lugares Santos correm o risco de se transformar em museus, como se fala frequentemente. Pelo contrário, a sua presença assegura que ali exista uma comunidade cristã viva e uma presença viva do Senhor ressuscitado. E ao mesmo tempo, além desta dimensão mais eclesial, também o papel que os cristãos do Médio Oriente e da Terra Santa desempenham nas sociedades em que vivem, nos países em que vivem: um papel fundamental. Querem colocar-se sinceramente à disposição dos seus concidadãos para construir juntos uma pátria livre, justa e democrática”.


Fonte: Radio Vaticano

SANTO DO DIA

23 de Maio

João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Gênova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Gênova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva.
A todo esse esforço intelectual João Batista acrescentava uma excessiva carga de atividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres. Com isso, teve um esgotamento físico e psicológico tão intenso que desencadearam os ataques epiléticos e uma grave doença nos olhos. Nunca mais se recuperou e teve de conviver com essa situação o resto da vida. Contudo ele nunca deixou de praticar a penitência, concentrada na pouca alimentação, minando ainda mais seu frágil organismo.
Recebeu a unção sacerdotal em 1721. Nessa ocasião, devido à experiência adquirida na direção dos grupos de estudantes, decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos. Por lá, até o final de 1935, passaram ilustres personalidades do clero romano, alguns mais tarde a Igreja canonizou e outros foram eleitos para dirigi-la.
Entretanto João Batista queria uma obra mais completa, por isso fundou e também dirigiu a Casa de Santa Gala, para rapazes carentes, e a Casa de São Luiz Gonzaga, para moças carentes. Aliás, esse era seu santo preferido e exemplo que seguia no seu apostolado.
O seu rebanho eram os mais pobres, doentes, encarcerados e pecadores. Tinha o dom do conselho, era atencioso e paciente com todos os fiéis, que formavam filas para se confessarem com ele. O tom de consolação, exortação e orientação com que tratava seus penitentes atraía cristãos de toda a cidade e de outras vizinhanças. João Batista era incansável, dirigia tudo com doçura e firmeza, e onde houvesse necessidade de algum socorro ali estava ele levando seu fervor e força espiritual.
Quando seu primo cônego morreu, ele foi eleito para sucedê-lo em Santa Maria, em Cosmedin, Roma. Mas acabou sendo dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior autonomia aos seus compromissos apostólicos.
Aos sessenta e seis anos de idade, a doença finalmente o venceu e ele morreu no dia 23 de maio de 1764, tão pobre que seu enterro foi custeado pela caridade dos devotos. João Batista de Rossi foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1881, que marcou sua celebração para o dia de sua morte.

São João Batista de Rossi. Rogai por nós!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

MENSAGEM DO DIA

Maria, como Mãe de todos, é sinal de esperança para todos os povos que sofrem. 
Papa Francisco - EG 286

BRASILEIRO NO VATICANO

Cardeal Dom Orani é nomeado para dois dicastérios

O Papa Francisco nomeou nesta quinta-feira, 22, novos membros para diversos Dicastérios da Cúria Romana, entre eles, cardeais criados no último Consistório, realizado no dia 22 de fevereiro.
O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani João Tempesta, foi nomeado pelo Santo Padre membro da Congregação para a Educação Católica e do Pontifício Conselho para os Leigos.
Cardeais brasileiros
Entre os demais cardeais brasileiros que também foram nomeados para outros dicastério estão Dom João Braz de Aviz, que faz parte das Congregações para os Bispos, para o Clero e para a Educação Católica, do Pontifício Conselho para os Leigos e do Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais.
O Arcebispo de Aparecida, Cardeal Dom Damasceno Assis, integra dois organismos: o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais e a Pontifícia Comissão para a América Latina.
Por sua vez, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, é membro das Congregações para o Clero e para a Educação Católica, dos Pontifícios Conselhos para a Família e para a Promoção da Nova Evangelização e da Pontifícia Comissão para a América Latina.



Por Gaudium Press

SINTONIA COM DEUS

Viva um dia de cada vez


Você pode carregar o peso do seu dia de hoje, porque Deus lhe dá forças para isso, mas não pode somar a isto o peso de ontem e o de amanhã.
Jesus ensinou isto bem claro: “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas próprias preocupações. A cada dia basta o seu cuidado.” (Mt 6,34)
Qualquer que seja a preocupação que você possa ter com o futuro: desemprego, cuidados dos filhos, doença…, deixe tudo nas mãos de Deus, e aceite o que Ele permitir que aconteça. Faça hoje a sua parte e “seja feita a vontade de Deus”. Viva o presente, em Deus. “O Senhor está perto.”
Lembre-se, Deus não toma a força o peso das suas preocupações, Ele caminha a seu lado, discreto e paciente, esperando que você o chame e lhe entregue as preocupações e tribulações do dia.
Portanto, é preciso você estar sintonizado com Deus o dia todo; daí a importância de você rezar sempre, de manhã, de tarde, de noite, no carro, na rua, na caminhada. O Senhor ressuscitado está perto, mas nos esquecemos disso e ficamos lutando sozinhos…
Habitue-se a falar com Ele, o tempo todo, nas horas boas e más, tome consciência profunda da sua Presença e lhe entregue tudo a todo momento. Aquele trabalho difícil a fazer o inquieta, entregue-o ao Senhor, você verá que será mais fácil. Se é o medo que o angustia, entregue-o a Deus, e descanse nele. Se é uma perda irreparável… entregue-lhe o que foi perdido. Só assim será possível a paz. Aprenda a entregar tudo a Deus e aceitar o que Ele permitiu que acontecesse. Isto é um aprendizado lento, longo e que requer perseverança, mas valioso. A cada dia aceite morrer para as preocupações, angústias, medos e provações. Repita mil vezes com o salmista:
“Nas tuas mãos, Senhor, está o meu destino.” (Sl 30,16)
“Ó Altíssimo, quando o terror me assalta, é em Vós que eu ponho a minha confiança.” (Sl 53,4)
“É em Deus que eu ponho a minha esperança; nada temo.”(Sl 55,12)
“Abrigo-me à sombra de vossas asas, até que a tormenta passe.”(Sl 56,2)
Repita esses Salmos muitas vezes, e muitos outros, especialmente nas horas em que a sua fé balançar. Recoloque o leme da sua vida nas mãos de Deus, a cada dia, e “viva um dia de cada vez”. Não pense no dia de amanhã porque você não terá energias para isto. Se houver tempestades no meio do caminho, não se assuste e nem se desespere.
No final da tempestade você verá que não houve um retrocesso e nem tempo perdido, mas uma rica experiência que você viveu, e que o fará mais forte, mais sereno e contente diante da vida. Perceberá que venceu um pouco mais os desejos egoístas e a sensação de insegurança que costumava oprimir você. É na luta que o combatente se torna mais forte.
Aos poucos você vai aprendendo, na luta da vida, dia após dia, que a sua segurança depende exclusivamente de Deus e não de você, nem de seus bens, nem de sua cultura, nem do seu poder ou de sua influência.


Por prof. Felipe Aquino via Aleteia


MISSA COM FRANCISCO

Na Jordânia, cerca de 1.400 crianças receberão a Primeira Comunhão

Durante a Missa que o Papa Francisco celebrará no sábado, 24 de maio, no Estádio Internacional de Amã, na Jordânia, cerca de 1.400 crianças receberão a Primeira Comunhão.
Assim o indicou à agência vaticana Fides o Padre Rifat Bader, diretor do Catholic Center for Studies and Media e porta-voz oficial da visita do Santo Padre à Jordânia.
“A preparação para a celebração, que teve início quatro meses atrás, envolveu também os pais das crianças, com lições de catecismo realizadas todas as sextas-feiras por sacerdotes, freiras, catequistas e professores de religião”, explica o sacerdote.
“Os meninos e as meninas, vestidos de branco, depois da consagração das espécies eucarísticas ficarão em seus lugares e a primeira comunhão será ministrada a eles por bispos e sacerdotes”, acrescenta.
As 50.000 entradas para participar da missa com o Pontífice estão sendo distribuídas nesses dias através das paróquias da Jordânia, enquanto que as funções de apoio e serviço da ordem durante a celebração serão realizadas por, aproximadamente, 500 jovens voluntários.



Por ACI

RELATÓRIO SOBRE INTERAÇÃO NAS REDES

Canonização dos Papas gerou mais de 100 mil tweets

Foi divulgado, pela Rádio Vaticano, nesta semana, um relatório com os números dos tweets postados durante a canonização de São João Paulo II e São João XXIII. De acordo com a análise, 104.000 mensagens em vários idiomas foram enviadas, entre 26 a 28 de abril, usando as hashtags oficiais “#2popesaints” e a versão em italiano “#2papisanti.”
O Relatório foi realizado pela empresa Datalytics, que reuniu dados da Europa, América do Norte e do Sul. Os tweets sobre a canonização chegaram a 19.500 no momento em que o Papa Francisco pronunciou a fórmula, elevando os dois Pontífices à santidade.
O documento aponta que 70 mil  tweets vieram dos EUA, Canadá e Europa, enquanto 27 mil vieram da América do Sul, grande parte da Argentina. Os outros restantes, foram postados de diversas partes do mundo.
O coordenador da  Datalytics, Davide Feltoni Gurini, informou que a  maioria dos tweets sobre o evento, que atraiu mais de um milhão de fiéis a Roma, foram positivos. Em italiano, João Paulo II recebeu 11 mil menções e  João XXIII mais de sete mil.
Segundo os resultados, 51% das pessoas que twittaram sobre a canonização eram do sexo masculino, enquanto 49% eram do sexo feminino. Setenta por cento dos tweets foram feitos pelo dispositivo móvel, possivelmente pelos usuários que estavam presentes em Roma.
O Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e as contas da assessoria de Imprensa Vaticano foram os mais ativos durante o evento, gerando mais retweets no idioma Inglês com a hashtag #2popesaints.
Uma das fotos mais compartilhadas no dia do evento foi a de um tweet do “@ vaticano_news”, que dava uma visão panorâmica do alto da colunata de Bernini da Praça São Pedro. Outro tweet que fez sucesso foi uma brincadeira com a famosa capa dos Beatles do álbum Abbey Road, onde, em uma montagem, foram colocadas as figuras de São João XXIII, São João Paulo II, o Papa Emérito Bento XVI e o Papa Francisco atravessando a faixa de pedestres.
Além das contas oficiais do Twitter para a canonização, as hashtags mais populares foram #canonização, #santificação, #santos, #roma, #popefrancis e #papisanti.
Feltoni Gurini diz que as palavras-chaves usadas com mais frequência sobre a  canonização foram: “fragmento de pele”, referindo-se à relíquia do Papa João XXIII, e “ampola”, que continha uma amostra de sangue do Papa João Paulo II.



Fonte: Canção Nova