sexta-feira, 16 de maio de 2014

ABERTURA DE PROCESSO

Santa Sé autoriza processo de beatificação de Dom Luciano Mendes


A Arquidiocese de Mariana (MG) divulgou nesta terça-feira, 13, que a Congregação para a Causa dos Santos autorizou a abertura do processo de beatificação de Dom Luciano Mendes de Almeida. A solicitação para o início do processo foi feita pelo arcebispo local, Dom Geraldo Lyrio Rocha, que poderá agora instituir o Tribunal que levará adiante o processo.
Segundo o dicastério do Vaticano, por parte da Santa Sé, “não há nada que impeça” o início da causa de beatificação e canonização do bispo, falecido em  27 de agosto de 2006.
Dom Luciano Mendes foi arcebispo de Mariana de 1988 a 2006, quando faleceu aos 75 anos. O arcebispo, da Companhia de Jesus, foi Secretário-geral (de 1979 a 1986) e Presidente (de 1987 a 1994) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por dois mandatos consecutivos.
Em nota, publicada em 2006 sobre Dom Luciano, a Presidência da CNBB destacou entre as marcas que deixou na instituição o dinamismo, a inteligência privilegiada, a dedicação incansável e o testemunho de amor à Igreja.
Carioca, Dom Luciano nasceu em 5 de outubro de 1930. Doutor em Filosofia, foi membro do Conselho Permanente da CNBB de 1987 até o ano de sua morte. Também atuou na Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, foi vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e presidente da Comissão Episcopal do Mutirão para a Superação da Miséria e da Fome.
Durante quase duas décadas à frente da arquidiocese de Mariana (MG), o bispo deu forte impulso pastoral àquela Igreja particular, onde a organizou em cinco Regiões Pastorais. Deu atenção à formação permanente do clero, à realização de assembleias pastorais e à reestruturação de conselhos arquidiocesanos. Também organizou pastorais, religiosos, processos formativos do Seminário Arquidiocesano e obras sociais, além do investimento na capacitação e participação dos leigos e na preservação das Igrejas históricas.



Fonte: Canção Nova

SANTO DO DIA

16 de Maio

João nasceu em 1330, em Nepomuk, na Boêmia, atual República Checa. Apesar de os pais serem pobres e ter idade avançada, João conseguiu formar-se doutor em teologia e direito canônico na universidade de Praga, uma das mais modernas e avançadas da época, fundada pelo rei Carlos IV. Mas desde muito cedo João sabia que sua verdadeira vocação era o sacerdócio, a pregação.
Quando, finalmente, recebeu a unção sacerdotal, pôde colocar em prática o seu talento de orador sacro, e o fez de forma tão brilhante que foi convidado a ser capelão e confessor na corte, onde teve muito trabalho, pois o rei Venceslau IV era uma pessoa difícil e de mau-caráter. Mas a rainha e imperatriz Joana da Baviera era muito pia, bondosa e caridosa, e o tomou para diretor espiritual e confessor particular.
Não se sabe exatamente como foi seu martírio e como tudo ocorreu, mas o rei Venceslau, que desejava controlar a Igreja, não estava satisfeito com a possível chegada de um novo bispo, enviado por Roma a pedido da rainha.
A tradição lembra, porém, que o rei teria exigido que João violasse o segredo da confissão da rainha, coisa a que ele se negou e, por isso, foi torturado e morto. Depois, às escondidas, seu corpo foi jogado nas águas do rio Moldávia, em 16 de maio de 1383.
No dia seguinte, a população percebeu um cadáver boiando no rio, circundado por uma luz misteriosa com cinco estrelas. Ao recolhê-lo, reconheceram que se tratava do capelão João. A cidade toda, então, ficou sabendo o que acontecera com ele e reconheceu no rei Venceslau o autor daquela crueldade. Assim, em procissão, o corpo foi levado e enterrado na igreja da Santa Cruz, onde permanece até hoje.
Em 1729, ele foi canonizado. Hoje são João Nepomuceno é celebrado como o mártir da confissão e venerado por todos os habitantes da cidade de Praga.

São João Nepomuceno, rogai por nós!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MENSAGEM DO DIA

Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus. 
Papa Francisco, EG 285



MÊS MARIANO

Maio, mês de Maria: confie sua família a Ela

Durante o mês de maio, as famílias têm a oportunidade especial de transformar seu lar em um lugar de encontro com o Senhor, graças à intercessão de Nossa Senhora.
Sempre ouvimos as reclamações de pessoas que querem crescer na fé, estar mais perto de Jesus, mas não sabem como. É comum escutar: “Eu não sei rezar!”, “Há muito barulho na minha casa, impossível rezar!”.
Como fazer, então, para que a minha família viva na presença de Deus?
Terço que une
“Família que reza unida permanece unida”, dizia São João Paulo II. Por isso, vale a pena intensificar a oração do terço em família durante este mês. Contemplando Jesus por meio da oração do terço, cada um dos membros da família recupera também a capacidade de voltar a olhar nos olhos, para comunicar-se, perdoar-se mutuamente e recomeçar com um pacto de amor renovado pelo Espírito Santo (cf. Rosarium Virginis Mariae, 41).
Virgem peregrina
A Virgem peregrina é uma imagem de Maria que visita as casas daqueles que se comprometem a recebê-la. Esta é uma oportunidade de aprender a ser discípulos de Cristo e de difundir a Boa Nova cada dia. Nossa Senhora intercede pelas nossas necessidades e, ao fazer isso, Ela cumpre sua missão de nos educar e nos preparar para o encontro com o Senhor Jesus.
Consagração a Nossa Senhora
Finalmente, também existe a opção para aqueles que querem se consagrar a Maria. Esta consagração pode ser feita em família e renovada com frequência.
O mês de maio é um tempo propício para meditar sobre a bênção de ter Nossa Senhora entre nós, para colocar-nos em sua presença como família e, junto a Ela, aproximar-nos com amor de Jesus.
Estes três recursos são excelentes meios para manter-nos firmes na fé e em nossas tradições e valores, mas principalmente para fortalecer os vínculos familiares e centrar-nos no essencial: em Deus que é Amor.
Não tenhamos medo de nos aproximar de Jesus por meio de Nossa Senhora. Maria nos espera e nos diz: “Não tenha medo. Não estou eu aqui, que sou sua Mãe?”.



Por El Pueblo Católico via Aleteia

VATICANO

Igreja reconhece milagre pró-vida do papa Paulo VI


Paulo VI será beatificado em 19 de outubro por um milagre ligado à causa pró-vida. A Congregação para a Causa dos Santos reconheceu nesta terça-feira, 6, que o nascimento sadio de uma criança, cuja mãe enfrentou graves problemas na gestação e foi aconselhada por médicos a abortar, ocorreu após a intercessão de Giovanni Battista Montini, o papa progressista que concluiu os trabalhos do Concílio Vaticano II, que reformou a Igreja.
Paulo VI é ainda o papa da encíclica Populorum Progressio (Progresso dos povos), na qual defendia o acolhimento dos desvalidos, a divisão das terras e o imposto sobre grandes fortunas. Dizia haver chegado "a hora da ação" para os católicos. Estes deviam mudar a realidade injusta dos países subdesenvolvidos, o que estimulou na América Latina a leitura dos Evangelhos dos teólogos da libertação.
Mas Montini também foi o papa da encíclica Humanae Vitae (Sobre a Vida Humana), de 1968, que condenou o aborto e os métodos artificiais de contracepção, como a pílula. "Ele foi crucificado em vida por causa desse documento. É emblemático esse milagre. De fato, Paulo VI tenderá a ser visto como um santo pró-vida", disse o professor de Teologia e diretor do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Francisco Borba Ribeiro Neto.
Após as reformas dos anos 1960, como a da liturgia - com a missa nas línguas nacionais em vez do latim -, a Humane Vitae foi um marco. "É quando a opinião pública se dá conta de que o corpo central do magistério da Igreja não seria mudado", disse Borba. Era uma reação à ideia de que só haveria vida a partir do momento em que o feto fosse capaz de viver de forma autônoma, fora do útero materno. A consequência é que, se o feto não tem vida, não haveria razão para proibir o aborto.
"Ele (Paulo VI) foi tremendamente corajoso", afirmou o capelão do Mosteiro da Luz, José Arnaldo Juliano dos Santos. O milagre de Paulo VI ocorreu nos Estados Unidos, em 2001, país onde o aborto foi legalizado em 1973 pela Suprema Corte. A mãe estava no quinto mês de gestação quando médicos disseram que o feto teria graves problemas e podia até morrer. Depois, não souberam explicar o nascimento sadio do menino. Após a beatificação, Montini deve ser canonizado, a exemplo dos papas João XXIII e João Paulo II. Com isso, dizem Borba e José Arnaldo, o Concílio Vaticano II passa a ser compreendido como uma obra de santos.


Fonte: Exame.com

IGREJA CATÓLICA

Número de católicos chegou a 1,228 bilhão, segundo Vaticano

O número de católicos no mundo aumentou e em 2012 chegou a 1,228 bilhões de pesssoas, segundo números do Anuário Estatístico Pontifício apresentado nesta terça-feira pelo Vaticano.
A população católica aumentou em 14 milhões de pessoas no mundo e passou de 1,214 bilhão para 1,228 bilhão entre 2011 e 2012, o equivalente a um aumento de 1,15%.
Trata-se de um aumento maior que o registrado pela população mundial no mesmo período, que foi de 1,1%.
Em 2012, 16 milhões de crianças e adultos foram batizados, segundo cifras do Vaticano, que estima que 17,5% da população mundial é católica.
No continente americano está mais de 63% da população católica, enquanto na Ásia estão apenas 3,2% dos católicos.
Em 31 de dezembro de 2012 havia 414.313 padres espalhados pelos cinco continentes. Na África e na Ásia é onde mais religiosos tem sido ordenados.
Em todo o mundo, existem 702.529 freiras.



Fonte: Exame. com

EM APARECIDA

Assembleia Geral terá celebração ecumênica nesta terça-feira

A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da CNBB promove, nesta terça-feira, 6 de maio, um culto ecumênico dentro das atividades da Assembleia Geral. A celebração será no plenário, a partir das 18h45, e contará com a participação de diversas igrejas cristãs.
Estão confirmados os representantes da Igreja Católica Armênia; Igreja Ortodoxa de Antioquia e da Igreja Episcopal Anglicana no Brasil, entre outros. Também estará presente a presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, pastora Romi Bencker. A reflexão será proferida pela representante da Igreja Presbiteriana Unida, a pastora Anita Torres.


Por CNBB