quarta-feira, 23 de outubro de 2013

REFLEXÃO:

A arma da oração!

O vigésimo nono domingo do tempo comum nos apresenta a necessidade de rezar. Contemplando o livro do Êxodo observamos que o poder da oração é a maior arma do cristão batizado: "Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado e combateu os amalecitas. Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec. Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas. Pegando então uma pedra, colocaram-na debaixo dele para que se sentasse, e Aarão e Ur, um de cada lado sustentavam as mãos de Moisés. Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr do sol, e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada"(cf. Ex. 17,10-13). Da mesma maneira nós devemos elevar as mãos para os céus, com grande confiança e pedir a Deus o que mais nos ajudará na nossa caminhada neste mundo, para vencer o inimigo, o pecado e procurar viver a graça santificante.
Jesus, no Evangelho conta a parábola da viúva injustiçada e do Juiz iníquo. Parece muito atual esta parábola e ela nos ensina a viver a primeira virtude para todo aquele que governa, que tem poder judiciário: SER JUSTO. Fazer justiça não é aplicar a sua vontade, os seus caprichos mais a justiça conforme o direito e desprovido de qualquer ÓDIO, de qualquer RIVALIDADE, de mínima VINGANÇA ou espírito de VANGLÓRIA.
A palavra do Evangelho é cortante: "Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo:'Faze-me justiça contra o meu adversário!' Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: 'Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!''E o Senhor acrescentou:'Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?"(cf. Lc 18,3-8).
Nós somos chamados a ser justos em qualquer situação. Só o Justo, o imparcial, o benigno distribui a justiça que vem de Deus. Não podemos perseguir os outros apenas para demonstrar que somos mais poderosos, que somos superiores ou os melhores. O Papa Francisco tem insistido muito na misericórdia. Ele não quer sacrifícios mas não quer que nenhum de seus filhos se perca. Por isso o bom juiz é aquele que é JUSTO, que não julga por paixão.
Peçamos a Deus, elevando as mãos para o céu, que nunca sujemos nossas mãos com a lepra da injustiça, da perseguição, da perversidade. Nossa oração somente será agradável se fizermos justiça e tenhamos misericórdia. Rezemos que Deus nos atenderá! Nossa arma não pode ser o ódio ou a difamação. Nossa arma é a oração, a oração verdadeira. Para rezar temos que tirar de nossos olhos os olhares furiosos da maldade. Deus não escuta a oração do juiz injusto, mal e perverso. Sejamos simples e humildes, dando sempre uma segunda chance ao pecador que seremos ouvidos por Deus.


Dom Eurico dos Santos Veloso

Colunista do Portal Ecclesia.

SANTO DO DIA

23 de outubro

João nasceu no dia 24 de junho de 1386, na cidade de Capistrano, no então reino de Nápoles. Era filho de um conde alemão e uma jovem italiana. Estudou direito civil e canônico, formando-se com honra ao mérito. Ainda jovem casou-se com um nobre dama da sociedade.
Numa crise política no Reino de Nápoles, João foi cogitado para auxiliar nas negociações. Entretanto houve confusões e o jovem acabou preso. Para piorar a situação ele recebeu a notícia da morte de sua esposa.
Foi então um momento de mudança radical de vida. Abriu mão de todos os cargos, vendeu todos os bens e propriedades, pagou o resgate de sua liberdade e pediu ingresso num convento franciscano. Mas antes de vestir o hábito precisou enfrentar as humilhações do superior da comunidade. 
Durante trinta anos fez rigoroso jejum, duras penitências e se dedicou às orações. Trabalhou com energia, evangelizando na Itália, França, Alemanha, Áustria, Hungria, Polônia e Rússia. Tornou-se grande pregador e missionário. Foi conselheiro de quatro Papas.
João de Capistrano contava com setenta anos de idade, quando um enorme exército muçulmano ameaçava tomar a Europa. O Papa Calisto III o designou como pregador de uma cruzada, que defenderia o continente. Durante onze dias e onze noites João esteve entre os soldado, animando-os para a resistência. Finalmente os cristãos conseguiram vencer os invasores.
Morreu no dia 23 de outubro de 1456. João de Capistrano é o padroeiro dos juízes. 

São João de Capistrano, rogai por nós! 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

MENSAGEM DO DIA


"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que eu não tenha aprendido algo com ela".
Galileu Galilei

MÊS MISSIONÁRIO

Todos são chamados à missão


Não podemos achar que, pelo fato de termos cometido muitos pecados e vivido uma vida errada, vamos fracassar em nossa missão. Deus precisa de pessoas que se decidiram radicalmente por Ele, embora sejam fracas, imperfeitas, com defeitos e falhas. Pessoas que mediante sua mudança, sua conversão, possam arrastar outras. Pois até as suas fraquezas mostram aos demais que eles também têm chances. Deus está nos chamando: “Vem falar por mim!” Precisamos responder a esse apelo. 
Eliseu foi um profeta chamado por Deus. Ele estava no campo, cuidando de seus bois quando o grande profeta Elias passou por ali. Eliseu nunca havia pensado em ser profeta. Naquele tempo, quando um profeta jogava seu manto sobre uma pessoa era sinal de chamado. Aquela pessoa estava sendo chamada para o trabalho de Deus. 
Hoje, da mesma maneira, Jesus passa e joga Seu manto sobre cada um de nós para que nos tornemos discípulos d’Ele. Abramo-nos ao derramamento do Espírito Santo. Não precisamos fazer nada, a não ser aceitar e acolher a vontade de Deus, como fez a Virgem Maria. Aceite do fundo do coração o seu chamado, diga ao Senhor que você não é digno, mas aceita ser um discípulo d’Ele, um apóstolo no seu trabalho, em sua profissão, no meio onde você vive.

Monsenhor Jonas Abib

Comunidade Canção Nova

A PALAVRA DO PAPA

A ganância destrói as relações, afirma o Papa Francisco na missa matutina

 A ganância, pensar só no dinheiro destrói as pessoas, destrói as famílias e as relações com os outros, foi o que disse o Papa esta manhã durante a missa na Casa Santa Marta. O convite não é escolher a pobreza em si mesma, mas utilizar as riquezas que Deus nos dá para ajudar quem precisa.
Comentando o Evangelho do dia, em que um homem pede a Jesus que ajude a resolver uma questão de herança com o seu irmão, o Papa fala sobre a nossa relação com o dinheiro:"Isso é um problema de todos os dias. Quantas famílias destruídas vemos pelo problema do dinheiro: irmão contra irmão; pai contra filho... E esta é a primeira consequência desse atitude de desejar dinheiro: destrói! Quando uma pessoa pensa no dinheiro, destrói a si mesma, destrói a família! O dinheiro destrói! É assim ou não? O dinheiro é necessário para levar avante coisas boas, projetos para desenvolver a humanidade, mas quando o coração só pensa nisso, destrói a pessoa".
Jesus conta a parábola do homem rico, que vive para acumular "tesouros para si mesmo e não é rico para Deus". A advertência de Jesus é para manter-se diante de toda cupidez: "É isso que faz mal: a cupidez na minha relação com o dinheiro. Ter mais, mais e mais... Isso leva à idolatria, destrói a relação com os outros! Não o dinheiro, mas a atitude que se chama ganância. Esta ganância também provoca doença… E no final - isso é o mais importante - a cupidez é um instrumento da idolatria, porque vai na direção contrária àquela que Deus traçou para nós. São Paulo nos diz que Jesus Cristo, que era rico, se fez pobre para nos enriquecer. Este é o caminho de Deus: a humildade, o abaixar-se para servir. Ao invés, a cupidez nos leva para a estrada contrária: leva um pobre homem a fazer-se Deus pela vaidade. É a idolatria!".
Por isso - prossegue o Papa -, Jesus diz coisas tão fortes contra esta atitude de posse em relação ao dinheiro. Ele nos diz que não se pode servir a dois senhores: ou a Deus ou ao dinheiro. Diz que não devemos nos preocupar, pois o Senhor sabe do que precisamos, e nos convida "ao abandono confiante no Pai". O homem rico da parábola continua a pensar somente nas riquezas, mas Deus lhe diz: "Insensato, esta noite ser-te-á reclamada a alma!". "Esta estrada contrária a de Deus - conclui o Papa - é uma insensatez, que nos leva para longe da vida, destrói qualquer fraternidade humana": "O Senhor nos ensina qual é o caminho: não é o caminho da pobreza pela pobreza. Não! É o caminho da pobreza como instrumento, para que Deus seja Deus, para que Ele seja o único Senhor! Não o ídolo de ouro! E todos os bens que temos, o Senhor nos dá para que levemos avante o mundo, a humanidade, para ajudar os outros. Que fique hoje no nosso coração a Palavra do Senhor: 'Cuidado e mantenham distância de toda cupidez, porque mesmo que alguém viva na abundância, a sua vida não depende daquilo que possui'".



Fonte: Rádio Vaticano

PORTAL DE NOTÍCIAS

Última festa litúgica de João Paulo II como "Beato"

 No dia 01 de maio de 2011 uma multidão de peregrinos oriundos de diversas partes do mundo celebraram na Praça de São Pedro, no Vaticano, a beatificação do Papa João Paulo II.

Na ocasião, Bento XVI decretou que "a partir deste momento pudesse ser chamado de Beato e que era possivel celebrar sua festa no lugares e segundo as normas pela lei (canônica) a cada 22 de outubro".
Em 2014 a canonização do Papa polonês deve reunir outras milhares de pessoas para celebrar o momento que Francisco confirmará aquele grito da multidão de "Santo Subito!" ("Santo Imediatamente!") que ecoava durante seu funeral em 2 de abril de 2005.

O Papa emérito Bento XVI iniciou o processo de beatificação ignorando a restrição normal de cinco anos após a morte de uma pessoa. Em 28 de Junho do mesmo ano foi aberto o processo de beatificação de João Paulo II. No dia 19 de dezembro de 2009 o Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do "Servo de Deus" João Paulo II.
Mas, foi o relato da irmã Marie-Simon-Pierre vivenciou uma "cura completa e duradoura depois que membros de sua comunidade rezaram pela intercessão do Papa João Paulo II" atrubuindo a ele o milagre elevando-o a condição de "Beato". 
No dia 14 de Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre o milagre atribuído ao Papa Wojtyla, permitindo a sua beatificação que aconteceu em Roma no dia 1 de maio de 2011, também domingo da Divina Misericórdia.
Em 30 de setembro o Papa Francisco anúnciou a canonização de Karol Józef Wojtył, para o dia 27 de abril de 2014, segundo domingo da Páscoa e Festa da Divina Misericórdia, esta última decretado pelo próprio João Paulo II. Este 22 de outubro de 2013 será a terceira e última vez que se celebrará a festa do "Beato João Paulo II".
O decreto acerca do culto litúgico concedido em honra ao Beato previa a celebração solene no calendário próprio da diocese de Roma e das dioceses da Polónia. Com a canonização, no próximo ano a invocação ao Papa Wojtyła será "São João Paulo II" e poderá ser celebrada pela Igreja no mundo inteiro de forma ordinária, diferentimente da memória facultativa reservada à condição de Beato.(JS)
Da redação do Portal Ecclesia.

SANTO DO DIA

22 de Outubro

Donato, filho de nobres cristão, nasceu na Irlanda nos últimos anos do século VIII. Desde criança foi educado na fé católica. Ainda jovem abandonou a família e a pátria seguiu em peregrinação por várias regiões até chegar em Roma, onde se tornou sacerdote, em 816.
Na volta para a Irlanda, acabou sendo eleito bispo na cidade de Fiesole. A tradição conta que quando Donato entrou na igreja, os sinos tocaram e os círios se acenderam, sem que alguém tivesse contribuído para isso. O povo viu nestes sinais a chegada do novo pastor. Era o ano 829. Existem muitos registros sobre o seu governo pastoral que durou cerca de quarenta anos.
Teve uma boa relação com os soberanos daquela época, os quais acompanhava nas empreitadas e nas viagens. Escritos relatam que Donato era professor, trabalhou para os reis franceses, participou de expedições com os imperadores italianos e chefiou uma campanha contra os invasores muçulmanos na Itália meridional.
Em 850, o Bispo Donato esteve em Roma participando da coroação do imperador Ludovico, feita pelo Papa Leão IV. Morreu em 877 na cidade de Fiesole, Itália. A festa de Santo Donato se espalhou por todo o mundo cristão, mas principalmente na Irlanda ele é muito homenageado. 

São Donato, rogai por nós!