terça-feira, 15 de outubro de 2013

A IGREJA CATÓLICA E AS IMAGENS

Erroneamente se divulga que os católicos praticam a idolatria...


É verdade que algumas pessoas da Igreja Católica erraram nos quase dois mil anos de sua história. É de se esperar também que uma Igreja com 1 bilhão e meio de seguidores tenha mais erros que uma com 1 milhão de membros. Na verdade, somos santos e pecadores. Santos enquanto instituição e, pecadores enquanto membros. No entanto, se tem uma coisa que erroneamente se divulga é que os católicos praticam a idolatria. Idolatria, segundo o dicionário, quer dizer adorar ídolos.
A Igreja Católica Apostólica Romana sempre ensinou, com base Bíblica, que "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás" (Dt 6,13). Não adoramos e nem devemos adorar qualquer coisa ou pessoa além do único e Supremo Deus Trino.
Os católicos sabem que imagens são simplesmente imagens, não tem poder em si mesmas, pois são somente sinais
Quando o povo no deserto foi picado por serpentes Deus manda Moisés cunhar um cajado de bronze (portanto uma imagem) com uma serpente e todo o que olhasse para este cajado seria curado. Ora, foi o cajado que curou as pessoas? Não, o cajado de serpente representava ao Senhor Jesus Cristo elevado na Cruz. É Ele que cura as pessoas e não a imagem da serpente.
"Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida." (Nm 21,9)
Tanto é que o povo começa adorar a imagem como se ela fosse a responsável pela cura e o Senhor manda Moisés destruí-la:
"Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. (Chamavam-na Nehustã)." (2 Rs 18,4)
Vemos então que o errado é a idolatria e não as imagens. Ou seja, o errado é o ato de idolatrar imagens e não fabricá-las!
Não esqueçamos que, na época, havia o politeísmo, ou seja, a crença em vários deuses. A proibição de Deus se refere ao culto de adoração a alguma imagem que fosse tratada como o próprio Deus. Como, por exemplo, o povo que faz um bezerro de ouro para adorá-lo no deserto como se fosse o próprio Deus.
"Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e trouxeram-nos a Aarão, o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: 'Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito'." (Ex 32, 3-4)
Algumas coisas que a Igreja ensina sobre imagens:
"A imagem sacra, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens: 'Antigamente Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus (...) Com o rosto descoberto, contemplados a glória do Senhor'". (São João Damasceno)
"O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe ídolos. De fato 'a honra prestada a uma imagem é prestada na verdade a pessoa a ela representada'" (São Basílio).
"O culto da religião não se dirige as imagens em si mesmas como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem, enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é a imagem." (São Thomás de Aquino)


Daniel Godri Junior

PORTAL DE NOTÍCIAS

Não será preciso bilhete para canonização dos Papas

A Prefeitura da Casa Pontifícia comunica que não é necessário nenhum bilhete de entrada para participar da canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II, no domingo, 27 de abril de 2014. "A participação será aberta a todos aqueles que conseguirão um lugar na Praça São Pedro, Praça Pio XII e Via da Conciliação." 
Normalmente, para participar de cerimônias no Vaticano, é necessário a apresentação de bilhetes fornecidos pela Casa Pontifícia. A medida é feita para controle do número de peregrinos.
O comunicado chama a atenção dos fiéis para ações de cambistas e de pedido de dinheiro por parte de agências ou agentes de turismo para obter bilhetes, e destaca que os bilhetes para participar das audiências ou celebrações presididas pelo Santo Padre são totalmente gratuitos.


Da Redação, com Rádio Vaticano

SANTO DO DIA

15 de outubro

Nascida no dia 28 de março de 1515, foi educada com os irmãos dentro do exemplo e dos princípios cristãos. Seu amor ao Cristo a fez planejar fugir de casa aos sete anos, para entregar-se ao martírio. Na adolescência Teresa afastou-se um pouco da vida exemplar e apegou-se as vaidades humanas. Seu pai a conduziu então para estudar no colégio das agostinianas, mas uma grave doença a obrigou a voltar para casa. 
Neste período, pela primeira vez, Teresa passou por experiências espirituais e com vinte anos, decidiu se tornar religiosa. Desta vez fugiu com sucesso para morar no Convento Carmelita de Ávila. Vivia atormentada por pensamentos e tentações. Após outro período de doença grave Teresa concluiu que era hora de converter-se de verdade e empregou todas as forças do coração em sua definitiva vivência da religião, tomando o nome de Teresa de Jesus. 
Aos trinta e nove anos ocorreu sua plena conversão. Pequena e sempre adoentada, ninguém entendia como conseguia subir e descer montanhas para percorrer os conventos da Espanha. Em 1560 teve a inspiração de um novo Carmelo, onde se vivesse sob as regras originais. Dois anos depois fundou o primeiro convento das Carmelitas Descalças da Regra Primitiva, em Ávila. 
Apesar de toda esta atividade, ainda encontrava espaço para transmitir ao mundo suas reflexões e experiências místicas. Registrou toda sua vida e espiritualidade mística em livros como: "O Caminho da Perfeição", "As Moradas", "A Autobiografia", e outros. 
Doente, morreu no dia 04 de outubro de 1582, aos sessenta e sete anos. O Papa Paulo VI, em 1970, proclamou Santa Teresa D'Ávila, Doutora da Igreja, a primeira mulher a obter este título. 

Santa Teresa d´Ávila, rogai por nós!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

MENSAGEM DO DIA


"As rosas não têm outro dever na vida, senão o de serem belas".
Dino Segre Pitigrilli

NOTÍCIAS

Rio se despede dos símbolos da JMJ e da relíquia do Beato JP II

Emoção e ação de graças foram os sentimentos que marcaram a Missa de despedida dos símbolos da JMJ Rio2013 e da relíquia do Beato João Paulo II, neste domingo, 13, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. A Eucaristia foi presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.
Levados por jovens voluntários da jornada, os símbolos - a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora - foram acompanhados por membros do Comitê Organizador Local da JMJ: o diretor administrativo, Dom Paulo Cezar Costa; o coordenador geral, monsenhor Joel Portella Amado, e o diretor do setor pré-jornada, padre Jefferson Merighetti. Durante a procissão de entrada, os fiéis presentes acolheram calorosamente os símbolos e a relíquia.
"Temos certeza que tudo o que a jornada proporcionou estamos colhendo como frutos. Queremos hoje agradecer tantos sinais da graça de Deus que vimos durante o período de preparação e nos dias da JMJ. Agradecemos a intercessão de todos. A oração do povo de Deus fez com que esse evento desse muitos frutos de vida, de vitalidade e de evangelização", afirmou Dom Orani no início da Missa.
O presidente da Fundação João Paulo II para Juventude, Marcello Bedeschi, contou como, por iniciativa do Papa João Paulo II, foram introduzidos os símbolos nas jornadas mundiais da juventude. Ele lembrou os grandes testemunhos de fé vividos durante a peregrinação pelos países sede e destacou a profundidade e grandiosidade da experiência vivida no Brasil. 
"Vocês nunca serão tirados dessa cruz e desse ícone. O vosso testemunho deixou marcas profundas que não serão esquecidas. Todos os jovens do mundo vos agradecem", pontuou.
A missão continua
Em sua homilia, Dom Orani ressaltou que esta celebração era, acima de tudo, de ação de graças diante do que o Senhor fez e continua realizando na Arquidiocese do Rio e na Igreja em todo o mundo.
"Aqui estamos com os símbolos da jornada e com a relíquia de João Paulo II. São pequenos sinais diante da grandiosidade de tudo o que aconteceu em nosso meio. Deus agiu e continua agindo para que mais pessoas experimentem o seu amor e tenham vida nova", disse.
Ele destacou que a Igreja no Rio de Janeiro tem uma grande missão: "O senhor passou em nosso meio e agitou as águas. Muitas pessoas foram banhadas por elas e receberam a vida. Mas muitas outras precisam ainda serem banhadas nessas águas. Temos que levar adiante essa experiência e contar a todos essa boa notícia".
Os símbolos da JMJ retornarão para Roma e ficarão na capela especialmente reservada para a juventude, próximo da Praça de São Pedro. No Domingo de Ramos do próximo ano serão entregues à próxima sede da Jornada Mundial da Juventude: Cracóvia, na Polônia.
Fonte: Cnção Nova Notícias

REFLEXÃO:

A riqueza endurece o coração

A parábola do evangelho do vigésimo sexto domingo do Tempo Comum é uma das mais conhecidas, tanto que faz parte da cultura popular a lembrança daquele personagem andrajoso que solicitava esmola às portas da casa de um homem rico. Hoje ainda há muitos Lázaros que pedem esmolas na porta de nossas casas luxuosas, ricas e bem guardadas, São os imigrantes que chegam de países pobres, em busca de um salário que lhes permita viver dignamente. São aqueles que pedem pelas ruas e nas portas de nossas igrejas. São as muitas pessoas que procuram pelos serviços sociais do Estado, do município ou da própria Igreja, em busca de ajuda para pagar a conta de luz ou para comprar os alimentos necessários.
Também ainda há muitos ricos que se banqueteiam sem pensar no que acontece para lá das portas de seus palácios, de suas casas. A maioria contratou um bom serviço de segurança que impede que os indesejáveis – entre os quais, naturalmente, estão incluídos os pobres – ultrapassem os limites de suas formosas mansões.
Provavelmente, a maioria de nós não pertence a nenhum desses dois grupos. Não estamos entre os Lázaros deste mundo. Dispomos do mínimo e um pouco mais, As vezes, até muito mais. Mas também não nos parecemos com o rico de que trata a parábola e nem com os de nosso mundo, que freqüentam lugares em que seríamos vistos como andrajosos Lázaros. A partir daí, podemos pensar que a parábola nada tem a nos dizer. Simplesmente não se dirige a nós. Em todo caso, nos sentimos mais próximos a Lázaro. Trabalhamos muito e recebemos pouco. Esperamos que no outro lado nos toque uma boa vida. Pensamos que melhor nos tocará estar com Lázaro no seio de Abraão.
Mas as parábolas sempre exageram um pouco a realidade. E o fazem para que possamos entendê-las melhor. Na oposição entre o rico e Lázaro, compreendemos melhor que não podemos viver uma vida em que nos ocupamos apenas de nossos próprios interesses e preocupações.
Lázaro são os pobres andrajosos que vemos às vezes pelas ruas. Mas ele é igualmente qualquer pessoa próxima de nós que precisa de carinho e atenção. Em muitas ocasiões, não é caso de dar dinheiro, mas de oferecer o nosso tempo, nossa companhia, uma palavra de ânimo e de compreensão. Viver como cristão significa abrir os olhos para que possamos ver além dos nossos interesses e desejos, do que nos agrada. Viver como cristão é interessar-se pelo irmão até o ponto de dar a vida por ele. Exatamente como Jesus fez.


Dom Eurico dos Santos Veloso
Colunista do Portal Ecclesia

SANTO DO DIA

14 de outubro

Calisto nasceu em Roma do século II, ele nasceu num bairro pobre e foi escravo. Trabalhando para um comerciante, fracassou nos negócios e foi obrigado a indenizar o patrão, mas decidiu fugir. Encontrado, foi deportado para a ilha da Sardenha e punido com trabalhos forçados. Porém, foi nesta prisão que sua vida se iluminou. 
Nas minas da Sardenha, ele tinha contato direto com os cristãos que também cumpriam penas por causa da sua religião. Ao vê-los suportando o desterro, a humilhação e as torturas sem nunca perder a fé e a esperança, em Cristo, Calisto se converteu. 
Depois de alguns anos, Calisto reconquistou sua liberdade e estabeleceu-se na cidade de Anzio, tornando-se diácono. Quando o Papa Zeferino, assumiu o governo chamou o diácono para trabalhar com ele e o nomeou responsável pelos cemitérios da Igreja. 
Chamados de catacumbas, estes cemitérios subterrâneos da Via Ápia, em Roma, tiveram importância vital para os cristãos. Além de ali enterrarem seus mortos, as catacumbas serviam também para cerimônias e cultos, principalmente durante os períodos de perseguição. 
Com a morte do Papa Zeferino morreu, o clero e o povo elegeram Calisto para substituí-lo. Ele era misericordioso com os pecadores e dizia: "Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas penitências". O Papa Calisto governou por seis anos. Em 222 ele se tornou vítima da perseguição, foi espancado e assassinado durante um confronto entre cristãos e pagãos. 

                São Calisto, rogai por nós!